sábado, 17 de novembro de 2018

Ciências


Postagem 6 (terceiro semestre) – de 23/12/16


Na interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, aprendi bastante sobre como fazer da aula de ciências uma aula prazerosa e atrativa para os alunos.

A criança, por si só, é bastante curiosa, e para que a criança goste da aula, é preciso trazer novidades e instigar a sua curiosidade, fazendo-a participar.

Na educação infantil segundo Craidy e Kaercher (2001), ao ensinar ciências, o professor deve propiciar ao seu aluno a interação com diferentes materiais, observação e registro de muitos fenômenos, além de explicações que façam a criança construir conhecimentos e valores.

Como trabalho com berçário, pensei em como seria fazer ciências com meus alunos.
Curiosos eles são, atenção também é uma característica da idade.

O contato da criança com o ensino de ciências é muito pertinente, uma vez que, crianças dessa faixa etária são naturalmente curiosas, investigativas e observadoras, demonstram bastante interesse em conhecer o mundo que a cerca, a partir dos estímulos recebidos através dos professores e seus métodos de trabalharem com esses interesses.

Por essa razão, certo dia coloquei em meu planejamento uma pintura com gelo colorido.
Misturando corante alimentício colorido na água, fiz gelo para meus alunos pintarem uma folha em branco.

Ao mesmo tempo que trabalhei sensações usando o gelo para pintar, também trabalhei artes.
A ideia é que pintassem a folha, mas deixei live para que se quisessem simplesmente brincar com o gelo, ficassem a vontade.

No início, algumas crianças ficaram só observando, não sabiam se colocavam na boca ou se espalhavam o gelo pela folha branca.

Conforme mexiam no gelo, o colorido ia se formando e também a sensação gelada na mão e na boca, faziam com que quisessem continuar na atividade diferente.


domingo, 11 de novembro de 2018

Cesto dos Tesouros


Postagem 5 (segundo semestre) de 05/06/16


O cesto dos tesouros é uma atividade pra fazermos com bebês que já conseguem sentar-se sem apoio, de 6 a 12 meses.
Tem como proposta, elaborada pela inglesa Elionor Goldschimied, propiciar aos bebês, diferentes objetos de modo a estimular os vários sentidos: tato, olfato, paladar, audição, visão, possibilitar aproximações com as diferentes propriedades dos materiais e possíveis interações entre os próprios bebês.

Dentro de um cesto, deve-se colocar objetos de diferentes materiais, tamanho, peso, consistência,  textura, paladar, cheiro, som e temperatura, a fim de que o bebê tenha a oportunidade de interessar-se por muitas coisas que estão a sua frente.

Assim, o bebê poderá aprender sozinho, e com os outros bebês, cabendo ao adulto proporcionar a ele segurança e confiança para manusear os objetos, interferindo o mínimo possível em sua ação sobre eles.

Exemplos de objetos para colocar no cesto dos tesouros: pena, panela, talheres de diferentes tamanhos, novelo de lã, palha de aço, lixa, frutas, legumes, escova de cabelo, escova de dentes, cubo de madeira, pelego, chaves, boneca de pano, rolha grande, pinha, borracha, algodão, pedra grande.
Não é recomendado  ser colocado objetos de plástico, por ser o material de que é feito a maioria dos brinquedos.  Enfim, tudo que for diferente e que a criança não está acostumada a manusear, é permitido.

A principal característica dos objetos do cesto é que nenhum deles é um “brinquedo comprado” (GOLDSCHIMIED; JACKSON, 2006, p. 115). São objetos geralmente de uso doméstico ou advindos da própria natureza.

Ao trabalhar com bebês, é fundamental criar um ambiente em que “aprendam observando, tocando, experimentando, narrando, perguntando e construindo ações e sentidos sobre a natureza e a sociedade, recriando, deste modo, a cultura” (BARBOSA, 2010, p.3).

O cesto dos tesouros ajuda a desenvolver a coordenação motora, a criatividade e as sensações táteis dos bebês. Deve ser colocado ao alcance das crianças e deixar que elas manuseiem de acordo com seu interesse.

Ao professor, cabe o papel de observar as descobertas feitas pelos bebês.


Uma aventura chamada Literatura!


Postagem 4 (segundo semestre) de 12/04/16


Ontem na aula de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, tivemos a oportunidade de nos encantar um pouco mais com a arte da literatura.

No mundo da leitura, viajamos para dentro de um mundo de imaginação só nosso. Lá descobrimos emoções e sentimentos que vivemos dentro de uma história.
Ler para as crianças tem uma dimensão que muitas vezes não conhecemos.

Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que tem em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.

Durante uma hora do conto, como é importante apropriar-se do conteúdo do livro para poder transmitir as emoções que o livro nos traz.
As diferentes formas de se contar uma história, o uso de adereços, fantoches, ou a encenação, contribuem para que a criança se interesse pela história.

O despertar para o interesse da literatura começa bem cedo. 
Deixar que seus alunos manuseiem os livros para ler ou ver as gravuras, um passeio por uma biblioteca, onde eles possam escolher o livro de seu interesse, gera curiosidade e também o gosto pela leitura.

O hábito da leitura para crianças, ajuda no desenvolvimento pessoal, intelectual, aprimora suas habilidades de comunicação.
Quando a criança se acostuma com a leitura, consegue sentir prazer ao conhecer novas histórias. Também é uma forma de enriquecer o vocabulário, construir uma lógica de pensamento e criatividade.

Nunca é cedo para contar histórias para as crianças, mesmo com bebês. Já em seus primeiros  sinais de comunicação, seja apenas balbuciando, já é possível contar histórias.
Enquanto lemos para as crianças, estamos desenvolvendo a imaginação nas suas cabecinhas e despertando suas emoções.


sábado, 10 de novembro de 2018

O desfralde


Postagem do primeiro semestre de 03/12/15



Trabalho com uma turma de crianças com 2 anos de idade e tenho observado que algumas crianças querem tirar suas fraldas, se sentem incomodadas com a fralda suja, falam que querem fazer xixi. 
Claro que muitas vezes o xixi já foi feito, mas é um alerta para que se comece o desfralde.

O desfralde é um dos primeiros passos rumo à autonomia da criança, e também é considerado como um momento de descobertas, quando a criança toma consciência de suas capacidades de controle e de seu corpo.

Cada criança tem seu tempo, portanto, não são os professores ou os pais quem decidem, mas sim a criança. Cabe a nós, apoiá-los, seja dizendo que devemos usar o banheiro ou incentivando o uso do penico.

Não existe uma idade determinada para que seja iniciado o desfralde, mas é comum que o processo comece por volta dos 24 meses. A identificação da hora certa para começar o desfralde ocorre a partir da observação dos sinais emitidos pela criança. Um dos primeiros sinais é a criança anunciar que vai fazer xixi ou cocô.

Uma das estratégias mais eficazes para o desfralde é a exploração do processo por meio de brincadeiras, tornando a ida ao banheiro um ato comum e prazeroso para a criança (dar tchau para o cocô, cantar musiquinhas, ler historinhas referente ao desfralde são algumas sugestões).

Quando acontecer acidentes, como estar sem fralda e fazer xixi, é importante que a criança participe e ajude a pegar sua roupa suja e entenda que deve ser trocada por outra.

Quando a criança participa desse processo, ela se torna parte da solução e vai trabalhando sua independência também.

Lembrar a criança de usar o banheiro e perguntar se ela quer usar o banheiro é muito importante. Também devemos ensinar a usar o papel higiênico e lavar as mãos. Assim, a criança vai aprendendo também outros hábitos de higiene.

Fatores que interferem no processo de alfabetização


Postagem do primeiro semestre de 26/11/15


Na interdisciplina de Fundamentos da Alfabetização, muitos fatores interferem no processo de alfabetização das crianças. São eles:

- Aspectos sociológicos – crianças de classe socioeconômica mais baixa são aquelas que tem mais dificuldade de se alfabetizar.

- Aspectos funcionais – a criança precisa saber para que serve a escrita para poder se interessar em aprender (como ler histórias, poesias, rimas).  Aqui,  a criança de classe socioeconômica mais baixa tem desvantagem sobre as outras crianças, pois seu ambiente familiar não tem essa vivência de ver pessoas lendo próximas de si para ir adquirindo esse interesse.

- Aspectos estruturais – compreender o som de cada letra e como esse som pode ser diferente em uma palavra e outra.

- Aspectos neuronais – ao receber as informações, a criança precisa filtrar o que realmente interessa e essas informações vão para a memória , formando uma rede neuronal potente que permita novas aprendizagens.

- Aspectos psicogenéticos – as crianças não distinguem desenho de escrita num primeiro momento. Depois a criança começa a considerar o tamanho do objeto para escolher a quantidade de letras.

- Prazer, atenção e motivação.

- Organização da classe - Destaco aqui esse fator, por achar de fundamental importância o papel do professor nessa condução de aprendizagem.
A criança vem de um espaço acolhedor onde conhece todos ao seu redor, o grupo familiar.
Esse novo ambiente que é a escola, vem cheio de novidades e descobertas, mas também com receio do novo. A formação de um novo grupo, num ambiente estranho que é a escola, e regido por uma figura desconhecida: o professor.
Junto a tudo isto, surgem as regras, a socialização, a comunicação entre as crianças, o conviver com comportamentos diferentes e ainda as atividades que devem ser seguidas como pintar, sublinhar, circular, entre outros.

Piaget (1974) não aponta respostas sobre o que e como ensinar, mas permite compreender como a criança e os adolescentes aprendem, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

Por essa razão, penso que a organização da classe, é um dos fatores mais importantes na adaptação das crianças. Processo fundamental para que haja a alfabetização.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Parabéns Professor!


Postagem do primeiro semestre de 24/10/2015

Com um pouco de atraso, quero deixar registrado meu reconhecimento a todos os professores, que fazem dessa jornada árdua, uma satisfação pessoal.

Sim, ser professor é uma vocação, por isso é uma profissão que é exercida por quem realmente gosta do que faz.

Num país em que os professores são mal remunerados, surge um fenômeno bastante curioso: professores lecionam conteúdos que eles não tem nenhum domínio. 
Os professores precisam sobreviver, e acabam aceitando lecionar conteúdos que não dominam, pois esta é a forma de aumentarem os seus rendimentos. 
Esta realidade se faz presente em todos os níveis de ensino: fundamental, médio e superior. 
A consequência disso é que as habilidades que deveriam ser desenvolvidas acabam não sendo desenvolvidas. 
Isso perpetua um ciclo pernicioso, pois parte destes alunos se transformam no futuro em professores. 
Outra parte vai para o mercado de trabalho tradicional, mas este acaba selecionando os mais habilidosos. E assim, a educação perde em qualidade.

Sabemos que a pedagogia é um ato de amor. Só quem realmente gosta, é capaz de produzir aulas envolventes, é capaz de prender a atenção do aluno e fazer seu dia ser gratificante.

Paulo Freire ressalta o quanto pode representar um determinado gesto do professor na vida de um aluno e da necessidade de refletirmos sobre isso, já que na maioria das escolas fala-se muito da importância do ensino dos conteúdos e não há uma ampla compreensão do que é ensinar, "...ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção" (FREIRE, 2003, p.47), e que o conhecimento precisa ser vivido e testemunhado pelo agente pedagógico.

Não existe profissão que lhe dê um retorno tão imediato do quanto seu trabalho está sendo reconhecido. Prova disso, é o carinho que recebemos dos alunos, como esse recadinho que ganhei dia 15: 

"Professora, fada milagrosa que ilumina os caminhos da nossa infância."

Parabéns ao profissional que forma todos os outros profissionais!


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Adaptações na escola

Estamos na semana de adaptações na escola em que trabalho. Minha turma de berçário 1 que era composta por 5 crianças, receberá 10 alunos novos.
Atualmente tenho uma auxiliar para me ajudar nas atividades e cuidados no berçário. Planejei meu estágio em cima dessa realidade.

No final de setembro, recebemos da secretaria de educação do município, a informação de que as inscrições para a educação infantil foram abertas e as matrículas já estavam sendo feitas, e que a escola estaria recebendo essas crianças no início de outubro.
Esta semana, iniciamos 5 adaptações. Eram crianças novas chorando e as crianças já adaptadas, chorando também por ciúme e querendo a nossa atenção.

Muito se questionou sobre a qualidade do atendimento a essas crianças e também a inserção de crianças no final do ano, mas a resposta que tivemos, foi de que a prefeitura está somente matriculando crianças para as vagas já existentes.

O que acontece na realidade, é que nossa estrutura de sala (segundo cálculo por metro quadrado) não comporta todo esse número de bebês e ainda estamos com uma auxiliar a menos (na lei do município são 5 crianças no berçário para cada adulto).
A prefeitura entende que se estamos em duas professoras, podemos atender 10 crianças. Mas isso quando já adaptadas, o que não é a questão.

O processo de adaptação requer um ambiente tranquilo e acolhedor para essas crianças, é um processo que deve ser realizado com calma e cuidados especiais, assim, a adaptação tende a transcorrer naturalmente, respeitando o tempo de cada criança e passando segurança para a família.

O que vemos é uma preocupação da prefeitura em oferecer a vaga sem se preocupar com o bem estar da criança, o brincar e o lado pedagógico da situação.
Nos parece que o importante é atender o que a população quer, mas sem se preocupar muito em como será feito esse atendimento.

Sendo assim, a realidade mudou e eu preciso também me adaptar a essa nova situação de estágio. Agora, além de elaborar um planejamento para que os bebês se desenvolvam de acordo com a faixa etária, também será preciso me organizar para que as adaptações não interfiram negativamente nessa caminhada de estágio que está só começando e que essas crianças sintam-se de fato acolhidas nesse novo ambiente.