" Orientação espacial é a capacidade que o indivíduo tem de situar-se e orientar-se, em relação aos objetos, às pessoas e o seu próprio corpo em um determinado espaço. É saber localizar o que está à direita ou à esquerda, à frente ou atrás, acima ou abaixo de si, ou ainda, um objeto em relação a outro. É ter noção de longe, perto, alto, baixo, longo, curto." (ASSUNÇÃO, COELHO, 1996, p. 91-96)
Trabalhar com ludicidade, é sempre a melhor forma de ensinar as crianças. Tudo para a criança é melhor compreendido em forma de brincadeira.
As noções de espaço são desenvolvidas pela criança a partir da experimentação, tendo como referência o próprio corpo. Como a compreensão dessas noções depende da maturação neurológica da criança e, neste sentido, cada um tem seu ritmo, o ideal é estimulá-las, desde cedo, para que possam experimentar situações diferenciadas que favoreçam essa compreensão.
Segue algumas atividades interessantes para se trabalhar localização ou orientação espacial:
labirinto - seguir a trilha ou caminho pontilhado
dentro e fora - pular dentro do círculo, pular fora do círculo
fila - formar fila e indicar que o aluno vá para trás ou para a frente do colega.
A criança que não possui noções de posição e orientação espacial, pode apresentar problemas em sua aprendizagem na alfabetização, como: não respeitar os limites da folha, dificuldades de organização com o material escolar, esbarrar em objetos e pessoas, confundir letras que diferem quanto à orientação espacial (b/d - p/q).
As noções de corpo e espaço são fundamentais para o bom desenvolvimento da criança.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Matemática no berçário
Na interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática, descobri que desde o berçário, estamos usando a matemática com as crianças.
Na tarefa onde deveríamos relatar como trabalhamos multiplicação e divisão com nossos alunos, pensei que não iria conseguir fazer, mas com o auxilio da tutora, vi que diariamente trabalho a divisão com meus alunos.
Todos os dias, em minha turma de berçário 2, tenho a função de explicar para as crianças e tentar convencê-las de que devemos partilhar com o colega o brinquedo. Que quando uma criança está brincando com um brinquedo que nós queremos, não podemos simplesmente tirar da sua mão.
Nessa faixa etária, 1 ano e meio a 2 anos de idade, a criança não compreende ainda o outro, e acha que o mundo gira em torno de si, prevalecendo a sua vontade.
Conforme a psicopedagoga Maria Carolina Oliveira, especializada em educação na cidade de Reggio Emilia (Itália) e na Universidade de Harvard (EUA), "no auge do egocentrismo, por volta dos dois anos de idade, a criança não verbaliza e reage com o corpo. Pode passar pelo amigo e arrancar seu brinquedo, porque, em sua fantasia, o mundo gira ao seu redor, o outro não existe e é seu desejo ter aquilo."
Para o professor, não é um momento fácil, pois a criança normalmente não aceita, mas o interessante é que as crianças vão aprendendo sobre a socialização e a reconhecer no outro, uma pessoa com vontades, desejos e sentimentos, assim como a si mesmo.
Na tarefa onde deveríamos relatar como trabalhamos multiplicação e divisão com nossos alunos, pensei que não iria conseguir fazer, mas com o auxilio da tutora, vi que diariamente trabalho a divisão com meus alunos.
Todos os dias, em minha turma de berçário 2, tenho a função de explicar para as crianças e tentar convencê-las de que devemos partilhar com o colega o brinquedo. Que quando uma criança está brincando com um brinquedo que nós queremos, não podemos simplesmente tirar da sua mão.
Nessa faixa etária, 1 ano e meio a 2 anos de idade, a criança não compreende ainda o outro, e acha que o mundo gira em torno de si, prevalecendo a sua vontade.
Conforme a psicopedagoga Maria Carolina Oliveira, especializada em educação na cidade de Reggio Emilia (Itália) e na Universidade de Harvard (EUA), "no auge do egocentrismo, por volta dos dois anos de idade, a criança não verbaliza e reage com o corpo. Pode passar pelo amigo e arrancar seu brinquedo, porque, em sua fantasia, o mundo gira ao seu redor, o outro não existe e é seu desejo ter aquilo."
Para o professor, não é um momento fácil, pois a criança normalmente não aceita, mas o interessante é que as crianças vão aprendendo sobre a socialização e a reconhecer no outro, uma pessoa com vontades, desejos e sentimentos, assim como a si mesmo.
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