sábado, 10 de março de 2018

Iniciando mais um semestre

Nesta semana tivemos o primeiro encontro desse semestre do eixo VII.
Deu pra perceber que as cobranças serão maiores e que nossa responsabilidade aumenta com o curso se encaminhando ao seu final.
Achei bastante interessante o vídeo apresentado na disciplina do Seminário Integrador, "Escolas Democráticas",
Num primeiro instante, me chamou a atenção as salas referências, onde os alunos se deslocavam até a sala para aprender sobre a disciplina.
Depois, senti que o modelo era de uma escola tradicional, onde o saber é do professor e este tem o dever de passar para os alunos seus conhecimentos.
E num terceiro momento, pude ver uma escola, onde não se aceita o aluno como um ser pensante e crítico, com capacidades intelectuais para dialogar com o professor e questionar seus métodos ultrapassados.
Nesse enfoque, me veio na memória um texto de Rubem Alves, que define muito bem como são nossas escolas, algumas libertam seus alunos para serem reflexivos, outros aprisionam seus pensamentos, limitando-se a conhecer somente o que é repassado pelo professor.

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo.
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
Pássaros engaiolados sempre tem um dono.
Deixaram de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
O que elas amam são pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.
O vôo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado.

Rubem Alves

domingo, 3 de dezembro de 2017

Eixo VI do Pead

Fim de semestre se aproximando e vale dissertar sobre como foi o eixo VI.
No decorrer das aulas, cada interdisciplina despertava meu interesse com temas tão relevantes como a inclusão, como incluir, o papel do professor nesse contexto,  o censo escolar e os estádios de desenvolvimento de Piaget.
Foi um semestre que muito me auxiliou no trabalho que desenvolvo com a educação infantil.
Mas também foi um semestre que muito exigiu. Atividades bastante extensas, com muita leitura, vídeos para assistir e o blog.
A cada semestre vejo quão importante é o nosso planejamento de tempo.
Temos sempre muitos afazeres, seja no trabalho, em casa, no lazer e nos estudos.
Ao longo do curso vejo como a tabela do tempo é fundamental para conseguirmos realizar tudo o que precisamos.
Tudo o que fazemos, necessitamos de tempo para realizar. O tempo é o mesmo para todos, não havendo diferença para ninguém.
Ah! O tempo... que possamos não mais correr atrás dele, mas saber usá-lo em nosso benefício, e que ele esteja sempre ao nosso alcance, sempre em nossas mãos, e não o contrário.

Eleição para diretores escolares

No dia 1 de dezembro de 2017, tivemos a eleição para diretores de escola no município de Esteio.
A escola em que trabalho, reelegeu para seu terceiro mandato, por mais 4 anos, a diretora e vice que começaram nessa função quando a escola foi inaugurada.
Quem elege diretor e vice de escola no município de Esteio, é a comunidade escolar, ou seja, professores, funcionários, auxiliares de educação, estagiários e pais/responsáveis de alunos matriculados na escola.
Para um cargo tão importante, o diretor deve ser aquele que integra a comunidade escolar à escola.
Deve ser a pessoa que impulsiona a participação efetiva de todos nos interesses da escola.
É o pilar que alicerça toda a dinâmica escolar e que garante o bom desempenho das atividades, buscando potencializar resultados positivos.
Um líder eficaz cria um ambiente seguro no qual a opinião dos participantes é levada em consideração em todas as decisões.
Uma gestão democrática permite que os colaboradores tenham espaço para desenvolverem suas tarefas e possam se expressar sobre suas dúvidas.
O diretor deve estimular a cooperação de agrupar forças para garantir que a aprendizagem seja efetiva, e assim, a escola alcançar o seu objetivo.


Metodo Clínico Piagetiano

Uma aula muito interessante foi a que tivemos com a professora Rosane na interdisciplina de psicologia.
Na oportunidade, além da professora nos explicar melhor o quadro dos estádios de desenvolvimento, também tivemos a apresentação dos vídeos de aplicação do método.
A cada vídeo assistido, fazíamos uma análise do que foi apresentado, procurando destacar o que havia de positivo e o que precisava ser melhorado.
Pequenos detalhes comentados pela professora, nos alertaram sobre como devemos agir para ter uma melhor aplicação do método.
Detalhes como: sentar ao lado da criança e não de frente, ter um certo vínculo com a criança para aplicar o método, perguntar para a criança de forma clara, para que a resposta não seja induzida, ter a certeza de que o teste aplicado é apto para a idade da criança.
O método clínico utilizado por Jean Piaget, autor da teoria Epistemologia Genética, consiste em investigar a gênese do conhecimento construído pelo sujeito em suas relações com o meio.
O método piagetiano é clínico no sentido de ir além do óbvio, da resposta estereotipada, buscando compreender o ponto de vista da análise do sujeito. As características gerais das explicações, a maneira como o indivíduo resolve os problemas apresentados, como chega às suas explicações, buscando também perceber se guarda coerência, se manifesta contradições.


Diversidade

Ainda sobre o projeto que desenvolvi com meus alunos do maternal sobre diferenças, segue um poema que trabalhei com eles em sala de aula.


A diferença está no seu olhar

Trabalhando com crianças de 4 anos, um dos projetos que desenvolvi nesse semestre foi: Somos iguais e somos diferentes.
Minha proposta era que as crianças reconhecessem as diferenças existentes entre as pessoas e desenvolvessem o respeito para com todos, independente de raça, cor, sexo ou deficiência.
Começamos nosso projeto com leitura de livros que falassem sobre diversidade. O patinho feio, O menino que lia com as mãos, O elefante que queria ser diferente, entre outros.
A cada semana, desenvolvíamos atividades referente o assunto do livro. Atividades como pintura, atividades no pátio, atividades com sucata, atraindo assim a atenção e o interesse das crianças.
Uma das atividades mais interessantes foi a construção de uma cadeira de rodas com palito de picolé.
A cadeira foi construida para a boneca que foi a nossa personagem principal da aula. Uma boneca negra e sem uma perna.
Atentos ouvindo eu contar a história de Joana (nome da nossa boneca), as crianças queriam começar a fazer a cadeira para que a nossa boneca cadeirante pudesse brincar com as demais bonecas.
Percebi que as crianças não fazem essa distinção com preconceito. Todos queriam ter a oportunidade de brincar com Joana. Infelizmente, alguns valores são passados pela família e acabamos virando preconceituosos quando adultos.
Mas o importante é que na escola estamos plantando uma semente muito importante que é a diversidade. Assim, conseguiremos tratar a todos sem diferenças, pois a diferença está no seu olhar, e não no olhar de uma criança.


Interface entre clínica e escola

Este ano participei de um curso chamado Interface entre clínica e escola.
O curso nos possibilitou dialogar sobre as vivências que temos no cotidiano escolar com relação a inclusão e como trabalhar com pessoas deficientes.
Quando o municipio dispõe de uma equipe multidisciplinar, com psicologo, assistente social, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e médico, o professor que trabalha com essa criança com deficiência, fica melhor assistido para desempenhar o seu trabalho.
Um dos assuntos importantes que foi discutido, foi o uso de Tecnologia Assistiva. A tecnologia assistiva, aumenta ou restaura a função humana, proporcionando uma vida independente e produtiva à pessoa com deficiência.
São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.