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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como avaliar um aluno?

Luckesi (1999) define avaliação da aprendizagem como um ato amoroso no sentido de que a avaliação por si só deve ser um ato acolhedor e inclusivo, que integra, diferentemente do julgamento puro e simples, que não dá oportunidades, distingue apenas o certo do errado partindo de padrões predeterminados. Assim, o verdadeiro papel da avaliação visa à inclusão, não à exclusão.

De acordo com a definição de Luckesi, a avaliação permite ao aluno se sentir inserido no contexto de aprendizagem em construção e não excluído, caso não tenha alcançado algum objetivo.

Entendo que a avaliação é um processo diário e contínuo, não devendo ser baseado unicamente em nota, através de provas ou exames.

Cada aluno tem seu tempo para alcançar a habilidade esperada, não significando que seu processo esteja errado simplesmente por ser mais lento que outro.

A trajetória que o aluno percorre durante o ano letivo, permite que este construa seu conhecimento, através de seu interesse e seu elo com o professor. O vínculo entre aluno e professor está diretamente relacionado com o aprendizado deste aluno. Assim, o professor consegue fazer um diagnóstico de seu aluno e não somente classificá-lo através de uma nota ou conceito.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Planejamento do Contexto

No município de Esteio, cidade onde trabalho com educação infantil, construímos em formações de professores a Base Municipal Comum Curricular.
Através dessa Base é que fazemos o planejamento de como e o que vamos trabalhar com as crianças.
Partimos de uma observação, analisando os interesses das crianças, suas curiosidades, seus questionamentos e suas preferências.
Após essa observação, já sabemos o assunto que mais surgiu interesse e então fazemos o Planejamento do Contexto, tendo uma intencionalidade pedagógica.
O planejamento do contexto, diz respeito a todo o tempo que a criança está na escola, sob os nossos cuidados.
Todos os momentos devem ser planejados para que a criança se sinta num ambiente acolhedor, atrativo e que alcance os direitos de aprendizagem.
Em nossa Base, temos elencados todos os direitos de aprendizagem que a criança tem ao frequentar a escola de educação infantil.
Ao fazer o nosso planejamento, destacamos os direitos de aprendizagem que a criança terá e também os campos de experiência que estaremos desenvolvendo com as atividades (A criança e suas relações interpessoais; Corpo, Gestos, Movimentos e Descobertas; As sensações e suas representações: sons, cores, texturas, aromas e sabores; As relações e suas transformações sobre os fenômenos naturais e os conhecimentos matemáticos; Cultura Escrita; As linguagens da infância).
Ao planejar o contexto, devemos nos atentar para 4 itens: tempo, espaço, materiais e grupo.
O tempo se refere ao período que permitimos que a criança se dedique a tal atividade de acordo com o seu interesse, não determinando o término para a atividade.
O espaço é o local onde será realizada a atividade. O espaço não deve ser sempre o mesmo, variando conforme a atividade proposta (sala de referência, biblioteca, pátio...).
Materiais se refere a tudo que formos usar naquele dia com a criança (lápis, tinta, folha, corda, bola,..).
E o grupo se refere ao número de crianças que faremos a atividade. Pode ser feito com o grupo todo ou em grupos menores, dependendo da proposta de trabalho.
Esses 4 itens (tempo, espaço, materiais e grupo), aliados ao tipo de intervenção do adulto, resultam no que acredito serem as grandes categorias da pedagogia da infância. (Fochi, 2015).

sexta-feira, 23 de março de 2018

O que fica do que se aprende na escola

Na aula de Didática, Planejamento e Avaliação desta semana, conversamos muito sobre o que é a didática e a prática pedagógica. Como os aspectos da prática pedagógica interferem no processo ensino aprendizagem.
Foi-se o tempo em que a profissão de professor era escolhida somente por meninas ou como uma profissão que contemplasse uma certa estabilidade.
Atualmente, as pessoas que optam por ser professor, sabem dos percalços que a profissão apresenta e nem por isso desistem de sua vocação.
Lecionar está muito difícil no Brasil, seja pela falta de valorização dos profissionais por parte dos governantes, pelo desrespeito que comumente temos notícia por parte dos alunos e condições inadequadas para o desempenho do trabalho do professor na escola.
A busca por aperfeiçoamento do professor,está cada vez mais direcionada a ele próprio, caso queira se atualizar.
São poucos os incentivos para que exista uma formação continuada para os profissionais.
Brito (2006) considera que a formação do professor deve fundamentar-se na concepção de um professor que repense constantemente sua prática docente.
Baseado nisso, o professor tem consciência da importância que é estar atualizado e sabe que precisa estar sempre analisando seu desempenho e o rendimento de suas aulas.
Alem disso, é preciso apresentar aulas inovadoras, criativas e atrativas, também é preciso criar vínculos com seus alunos para que o aprendizado aconteça de forma satisfatória.
Creio que no decorrer desse semestre, essa interdisciplina nos agregará bastante suporte para que possamos melhorar nossa prática pedagógica e aperfeiçoar nosso trabalho como professores.