sábado, 23 de junho de 2018

Aplicativos Móveis na Educação

Na disciplina eletiva Educação à distância e ambientes de aprendizagem, temos como tarefa principal, criar um aplicativo que auxilie na educação.
No início achei muito difícil que eu conseguisse criar um aplicativo, via como algo muito distante o fato de conseguir alcançar esse objetivo.
Hoje, posso dizer que de forma bem gradual, estou me familiarizando com a tecnologia e compreendendo a importância de usar a tecnologia como uma aliada no processo de ensino/aprendizagem.
Para Camacho (2011) “Os dispositivos móveis contam com uma série de características que podem converter a plataforma em espaço ideal para complementar a formação, fazer a gestão do conhecimento e apoiar o trabalhador nas tarefas.
Cada vez mais a tecnologia está inserida em nosso cotidiano, seja na escola, no trabalho, como entretenimento, localização, entre outras facilidades que os aplicativos nos oferecem.
Durante o decorrer do semestre, pude perceber o quão é importante o uso de aplicativos para complementar nosso aprendizado, e também, como o professor precisa conhecer um pouco de tecnologia para que esta sirva como sua aliada na sala de aula.
Dificilmente vamos conseguir que os alunos desliguem seus celulares para que prestem somente atenção na aula. Seria até uma incoerência fazer essa exigência diante de uma sociedade que caminha para o avanço tecnológico.
É preciso que o professor desacomode de seus métodos tradicionais e permita que a inovação chegue até sua aula e atraia seus alunos para uma aula prazerosa e dinâmica.
Que os aplicativos possam servir de fato como ambiente de docência para a aprendizagem nas escolas.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como avaliar um aluno?

Luckesi (1999) define avaliação da aprendizagem como um ato amoroso no sentido de que a avaliação por si só deve ser um ato acolhedor e inclusivo, que integra, diferentemente do julgamento puro e simples, que não dá oportunidades, distingue apenas o certo do errado partindo de padrões predeterminados. Assim, o verdadeiro papel da avaliação visa à inclusão, não à exclusão.

De acordo com a definição de Luckesi, a avaliação permite ao aluno se sentir inserido no contexto de aprendizagem em construção e não excluído, caso não tenha alcançado algum objetivo.

Entendo que a avaliação é um processo diário e contínuo, não devendo ser baseado unicamente em nota, através de provas ou exames.

Cada aluno tem seu tempo para alcançar a habilidade esperada, não significando que seu processo esteja errado simplesmente por ser mais lento que outro.

A trajetória que o aluno percorre durante o ano letivo, permite que este construa seu conhecimento, através de seu interesse e seu elo com o professor. O vínculo entre aluno e professor está diretamente relacionado com o aprendizado deste aluno. Assim, o professor consegue fazer um diagnóstico de seu aluno e não somente classificá-lo através de uma nota ou conceito.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Planejamento do Contexto

No município de Esteio, cidade onde trabalho com educação infantil, construímos em formações de professores a Base Municipal Comum Curricular.
Através dessa Base é que fazemos o planejamento de como e o que vamos trabalhar com as crianças.
Partimos de uma observação, analisando os interesses das crianças, suas curiosidades, seus questionamentos e suas preferências.
Após essa observação, já sabemos o assunto que mais surgiu interesse e então fazemos o Planejamento do Contexto, tendo uma intencionalidade pedagógica.
O planejamento do contexto, diz respeito a todo o tempo que a criança está na escola, sob os nossos cuidados.
Todos os momentos devem ser planejados para que a criança se sinta num ambiente acolhedor, atrativo e que alcance os direitos de aprendizagem.
Em nossa Base, temos elencados todos os direitos de aprendizagem que a criança tem ao frequentar a escola de educação infantil.
Ao fazer o nosso planejamento, destacamos os direitos de aprendizagem que a criança terá e também os campos de experiência que estaremos desenvolvendo com as atividades (A criança e suas relações interpessoais; Corpo, Gestos, Movimentos e Descobertas; As sensações e suas representações: sons, cores, texturas, aromas e sabores; As relações e suas transformações sobre os fenômenos naturais e os conhecimentos matemáticos; Cultura Escrita; As linguagens da infância).
Ao planejar o contexto, devemos nos atentar para 4 itens: tempo, espaço, materiais e grupo.
O tempo se refere ao período que permitimos que a criança se dedique a tal atividade de acordo com o seu interesse, não determinando o término para a atividade.
O espaço é o local onde será realizada a atividade. O espaço não deve ser sempre o mesmo, variando conforme a atividade proposta (sala de referência, biblioteca, pátio...).
Materiais se refere a tudo que formos usar naquele dia com a criança (lápis, tinta, folha, corda, bola,..).
E o grupo se refere ao número de crianças que faremos a atividade. Pode ser feito com o grupo todo ou em grupos menores, dependendo da proposta de trabalho.
Esses 4 itens (tempo, espaço, materiais e grupo), aliados ao tipo de intervenção do adulto, resultam no que acredito serem as grandes categorias da pedagogia da infância. (Fochi, 2015).

sábado, 26 de maio de 2018

A greve que assolou o país

Nesta semana, um acontecimento marcou o Brasil de forma avassaladora.
A greve dos caminhoneiros atingiu a todas as áreas (saúde, comércio, combustível, escolas, policiamento, transporte coletivo, ...) e mobilizou trabalhadores de todos os segmentos no apoio por um país melhor e mais justo.
Nunca, um grupo de profissionais, conseguiu tamanha revolução em tão pouco tempo, atraindo a atenção de toda uma nação para uma causa nobre: redução de preços e impostos abusivos e uma condição de vida mais digna.
Num país como este, que ignora ouvir o clamor de qualquer classe trabalhadora e deixa o país chegar ao caos que estamos vivendo, este não merece a credibilidade de uma nação.
Como se motivar para ser um professor num país onde a educação não é prioridade? Onde os alunos tem só direitos e não deveres de respeitar seu professor? Onde não há estrutura para as escolas formarem cidadãos para o futuro? Onde o trabalhador não é valorizado de forma justa pelo trabalho que desempenha?
Como ter motivação para trabalhar, sabendo que a classe alta enriquece a cada dia e a classe baixa fica cada vez mais pobre?
Que país é esse que prega a justiça social mas que só enfatiza a desigualdade diariamente?
É muito triste viver/conviver com essa situação diária, sem a perspectiva de uma melhora, mesmo que a longo prazo...
Sendo professora, me entristece muito ver que alunos ficam sem aula e também que tantos outros serviços fiquem sem assistência, não por culpa do caminhoneiro, mas por culpa de um governo que nitidamente se omite diante de um protesto que só quer mais igualdade social e dignidade para viver.

sábado, 19 de maio de 2018

Aprendizagem Móvel


Há bem pouco tempo atrás, os telefones e tablets eram muito usados somente para comunicar-se com outra pessoa, tirar fotos ou enviar mensagens.
Hoje a aprendizagem móvel, está ganhando espaço entre jovens, crianças e pessoas de todas as idades, seja na escola ou no trabalho.
A aprendizagem móvel, também conhecida por M-learning é um sistema educacional, onde a principal característica se dá por meio do suporte de dispositivos móveis a educação.
Segundo O’Malley et al. (2003), pode existir aprendizagem móvel quando o aluno não está em um local fixo, pré-determinado para para estudo, ou também quando ele sabe usar as oportunidades que as tecnologias móveis oferecem: conhece os códigos que aumentam suas chances de localizar a informação de interesse ou domina o aplicativo móvel mais adequado.
Existem uma infinidade de aplicativos que permitem tirar fotos, gravar vídeos, aplicativos de tradutores e dicionários que nos permitem realizar consultas rápidas referentes aos termos e significados, aplicativos de localização, aplicativos de mensagens, que de forma rápida nos permite a comunicação fora da sala de aula entre professores e alunos.
O principal benefício da aprendizagem móvel é a vantagem de conseguir estudar de qualquer aparelho com acesso a internet, afinal além de proporcionar comodidade isso resulta em economia de tempo.
É comum que as pessoas confundam a aprendizagem móvel com a educação à distância, quando na verdade, aprendizagem móvel é todo um sistema que visa melhorar o aprendizado dos estudantes.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Desenvolvimento da linguagem na concepção de Vygotsky e Piaget

 Durante a aula de linguagem desta semana, tivemos a oportunidade de comparar e analisar as teorias de Piaget e Vygotsky quanto ao desenvolvimento da linguagem.

Ambos são construtivistas e acreditam na interação do meio para o desenvolvimento da linguagem, mas diferem em alguns pontos.

Vygotsky - Pensamentos e linguagens são processos interdependentes, desde o o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores, dando uma forma ao pensamento, possibilitando o aparecimento da imaginação, da memória e o planejamento da ação. A linguagem sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
Privilegia o ambiente social. Reconhece que se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Não aceitando uma visão única e universal do desenvolvimento humano.

Piaget - O pensamento aparece antes da linguagem, sendo uma das suas formas de expressão. Pensamento depende da coordenação dos esquemas sensoriomotores e não da linguagem. Esta só ocorre depois que a criança já alcançou determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se aos processos de pensamento. Estabelece separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influência cognitiva.
Privilegia a maturação biológica. Aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula o desenvolvimento em sequência fixa e universal de estágio.


domingo, 6 de maio de 2018

Como está o semestre

Normalmente escrevo aqui sobre meus aprendizados da semana ou sobre minha prática de sala de aula, mas hoje quero relatar um pouco do semestre.
Estou sentindo que ao se aproximar o final do curso, me sinto mais ansiosa e preocupada com as atividades, que exigem muito mais de nosso empenho e dedicação.
No início do semestre, foi nos dito que as cobranças vão se intensificando e que nosso aperfeiçoamento é exigido e acompanhado pelos tutores e professores das interdisciplinas.
A cada dia sinto aumentar nossa responsabilidade como alunos que vão se apropriando do conhecimento e aprendizado de ser professor.
Quando iniciei o curso, já atuava como professora, mas sinto que evolui muito em minha maneira de planejar minhas aulas e reconstrui minha forma de ser professora.
Tudo que aprendo no curso, está contribuindo no meu dia a dia em sala de aula, mas sinto que em educação sempre estamos em construção.
Existem técnicas que nos ajudam a lidar em sala de aula, mas não existe uma fórmula pronta para lidar com alunos, estamos sempre conhecendo um pouco mais sobre ser professor.
Assim como nos outros semestres, me sinto cada vez mais crítica e participativa no processo de educar, mas a ansiedade nesse semestre tem me acompanhado a cada atividade.
Espero que seja passageiro e que seja somente uma emoção de final de curso.