quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ética do Professor


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Quando falamos em ética, logo pensamos em ser correto, íntegro.
Mas e na escola, o que é ser ético como professor?
Desde minha caminhada na educação durante o curso do Pead, tenho observado a postura dos professores na escola em que trabalho.
Ser ético é ser justo. O professor precisa ter uma postura que destaquem características como:
- saber ouvir
- saber expressar suas opiniões com os alunos, com o corpo docente e com responsáveis
- vestir-se  de acordo com o local de trabalho, usando roupas confortáveis, mas com descrição.
- ter bom relacionamento com toda a comunidade escolar
- não rotular os alunos com apelidos
- trabalhar em equipe
- respeitar a opinião dos colegas professores e alunos da escola
Ética é fundamental em todas as profissões, mas o professor tem o poder de inspirar comportamentos, sendo modelo de referência para seus alunos.
A ética do professor também implica que este profissional não expresse diretamente sua opinião a respeito de assuntos que não venham a acrescentar na matéria ou até mesmo que acrescentem, porém sejam polêmicos como é o caso de política e religião.
Lamentavelmente, o que vemos é que muitos profissionais ainda não sabem como exercer a ética profissional na escola, esbarrando em detalhes tão simples como a maneira de se vestir e o trabalho em equipe.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ser Professor


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Em setembro de 2017 fiz essa postagem sobre o que ser professor atualmente. Passado pouco mais de um ano, observo que não tivemos muita modificação em relação ao tratamento recebido pelos professores por parte dos governantes.
Embora tenha diminuído o número de jovens que cursam vestibular para cursos de Licenciatura ou optam por fazer no ensino médio o curso Normal, ainda vemos jovens com a vocação e o desejo de ensinar, de estar numa sala de aula.
Atualmente a educação sofre com a falta de professores e os alunos saem prejudicados por ficar sem aula em dias que não há profissionais para estar na sala de aula.
Infelizmente os dias vão passando e essas horas/aulas são recuperadas com trabalhos e não contemplam a aula dada como deveria, com explicação da matéria, com questionamentos por parte dos alunos, e devido a isso, a educação não atinge os índices satisfatórios do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Frente a isso, após a eleição, novos governantes tomaram posse e cresce o desejo na população de uma transformação, de uma modernização no que se refere à educação. Há sempre uma esperança  de que as coisas vão melhorar e que aos poucos  o ensino vai sendo qualificado e os profissionais dessa área sejam valorizados como de fato merecem, com incentivos para a formação qualificada, com salários compatíveis com a função que desempenham.
Que possamos recuperar o brilho no olhar do professor para que este sinta prazer em  desempenhar seu trabalho e sinta o desejo de se qualificar, tendo a certeza de que a sua valorização é uma questão de direito.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Nascemos preconceituosos?


Postagem 3

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Trabalhar com educação, nos faz conviver com diferentes culturas, hábitos e costumes tradicionais nas famílias que diferem de uma para a outra, mas todas trazem valores que são passados de gerações  para gerações.
Na escola, precisamos abordar temas como diversidade, cultura indígena, consciência negra, entre outros temas.
Durante o curso de pedagogia, sempre procurei relacionar meus aprendizados de aula à prática na escola, e certas situações são bastante desafiadoras quando abordamos principalmente as diferenças.
A criança não demonstra ter o preconceito, mas emite a fala que ouve em seu contexto familiar. Ao crescer com esse costume, pode tornar-se um adulto preconceituoso.
Em uma atividade que fizemos no Pead, tínhamos que realizar uma enquete onde as pessoas respondiam as seguintes perguntas:
- Você é preconceituoso?
- Você conhece alguém preconceituoso?
As respostas para a primeira pergunta obteve resposta negativa em 80%, já para a segunda pergunta, a resposta afirmativa foi que obteve 80%.

Nesse exercício, observamos que a grande maioria das pessoas não se vê como uma pessoa preconceituosa, mas quando análise não é de si própria, ela reconhece o preconceito em outras pessoas.
Para SARMENTO & PINTO “as circunstâncias e condições de vida das crianças, contemporaneamente, enquadráveis naquilo que tem sido uma das mais constantes facetas da infância: o caráter paradoxal como elas são consideradas pelas sociedades dos adultos.” (1997,p.11)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Avaliar na Educação Infantil


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O processo de avaliação na educação infantil não requer somente um parecer descritivo da criança. É preciso uma observação diária minuciosa de como a criança reage ao que é proposto pela professora. Observar como a criança se relaciona com colegas, suas interações com o grupo, suas participações a cada atividade, seus interesses, preferências, suas expressões diante do que é exposto.
Nessa trajetória do curso do Pead fui aprimorando minha forma de avaliar as crianças. Através do vídeo Caramba Carambola o Brincar tá na Escola, disponível em:
  https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs  da interdisciplina Infâncias de 0 a 10 anos, a coordenadora do projeto Brincar,  Maria Lúcia Medeiros, diz que é preciso ofertar materiais para as crianças para que essas possam criar, conhecer-se a si e ao outro, experimentar as possibilidades do seu corpo, para não limitar o  seu conhecimento.
Através do que é ofertado de materiais pela escola, a criança pode desenvolver suas habilidades  e através de observações feitas pelo professor  durante o período que a criança passa na escola, o professor obtém dados para ter informações precisas do que vamos colocar na avaliação da criança, levando em consideração sempre, que cada criança tem seu tempo de aprendizado, umas desenvolvendo algumas habilidades antes das outras.
A criança é um ser único, não devendo ser tecidas comparações com outras crianças, mas analisando uma a uma, considerando que cada criança tem seu tempo de aprender e que o tempo de cada criança é diferente uma da outra.



domingo, 7 de abril de 2019

Sobre a postagem do PA


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Esta postagem refere-se à aplicação de Projetos de Aprendizagem no maternal II.
Nunca havia trabalhado com projetos de aprendizagem até ter essa experiência com a turma de maternal.
De certa forma, tudo que é novo ou feito pela primeira vez, gera um pouco de ansiedade e dúvida se vai dar certo.
Ao conversar com a supervisora da escola, recebi o apoio necessário para desenvolver meu trabalho através do PA.
No município de Esteio, de acordo com a Base Municipal Comum Curricular (BMCC), que foi elaborada a partir de reuniões com professores e coordenação da Secretaria de Educação Municipal, “as crianças das turmas de Maternais são falantes, espontâneas, desbravadoras, egocêntricas, questionadoras, curiosas, surpreendentes e com um desejo imenso de viver plenamente a sua infância, devendo, esse, ser um direito garantido a todas as crianças.”
Seguindo esse documento, comecei o PA levantando questionamentos com as crianças sobre a amizade do grupo.
O que é ser amigo? Que atitudes nos faz serem amigos? E também perguntas contrárias, como: O que não posso fazer com meu amigo? O que não gostaria que fizessem comigo?
Diante das respostas passamos a ouvir histórias que falassem sobre amizade e outros valores importantes para a boa convivência entre os colegas da turma. Assim, desenvolvemos atividades referentes ao assunto e com a participação de todas as crianças.
Trabalhar com PA foi uma experiência diferente e também satisfatória  em relação ao amadurecimento da turma. Após o seu término, era possível observar em situações cotidianas, que as próprias crianças lembravam umas as outras o que pode e o que não pode fazer para se preservar a amizade.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Gestão Escolar Democrática



Postagem 10 – Quarto semestre - de 15/07/17



Nesse semestre estudamos muito como deve ser uma gestão escolar democrática.
Esse tipo de gestão escolar, deve envolver todos os segmentos da escola em qualquer tomada de decisão.

A gestão democrática é entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar, pais, professores, estudantes e funcionários na organização, na construção e na avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola, enfim, nos processos decisórios da escola.

A gestão democrática implica um processo de participação coletiva. Sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas de caráter deliberativo, bem como a implementação do processo de escolha de dirigentes escolares, além da participação de todos os segmentos da comunidade escolar na construção do Projeto Político-Pedagógico e na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola.

A participação nesses segmentos, não se apresenta de maneira padronizada. Constitui-se em atitudes e disposição de aprendizagem e de mudanças culturais a serem construídas no cotidiano escolar.

Entre as formas de participação que podem ser criados na escola, destacam-se:

Conselho escolar: Trata-se de uma instância colegiada que deve ser composta por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar e constitui-se num espaço de discussão de caráter consultivo e/ou deliberativo.

Conselho de classe: deve atuar em espaço de avaliação permanente, que tenha como objetivo avaliar o trabalho pedagógico e as atividades da escola.
 “Guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central em torno do qual desenvolve-se o processo de trabalho escolar.” (DALBEN, 1995.p.16).

Associação de pais e mestres: é uma valiosa forma de aproximação entre os pais e a instituição, contribuindo para que a educação ultrapasse os muros da escola e a democratização da gestão seja uma conquista possível.

Grêmio estudantil: é um mecanismo de participação dos estudantes nas discussões do cotidiano escolar e em seus processos decisórios.
Numa escola que tem como objetivo formar indivíduos participativos, críticos e criativos, a organização estudantil adquire importância fundamental, à medida que se constitui numa “instância onde se cultiva gradativamente o interesse do aluno, para além da sala de aula” (VEIGA, 1988, p.113).

Através da interdisciplina desse semestre, aprendemos também os diferentes tipos de gestão existentes e conseguimos avaliar nossas escolas quanto à gestão. O tipo de gestão que predomina, seu funcionamento, sua relação entre teoria e prática, bem como o que pode ser melhorado na gestão escolar.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Os trabalhos em grupo no PEAD


Postagem 9 – quarto semestre de 10/07/17


Porque resolvi escrever sobre os trabalhos em grupo??
Desde que me tornei estudante, lá no ensino fundamental, os trabalhos em grupo acompanham a vida do estudante.
Sem dúvidas, é uma forma de aprendizado onde há muita troca de conhecimentos, experiências e muito contribui para nosso desenvolvimento na trajetória escolar.

Sempre defendi muito as conversas que temos nesses trabalhos em grupos nas aulas presenciais, pois só nos enriquece conhecer a forma de trabalhar do colega e também é importante a contribuição que podemos transmitir para o nosso grupo através de nossa experiência.

Mas, especificamente no PEAD, sinto muita dificuldade quando o trabalho é à distância, ou seja, quando não podemos nos encontrar em nenhum momento para conversar sobre o desenvolvimento do trabalho.

Muitas vezes conseguimos conversar somente por mensagens de telefone, email, chat e em alguns momentos fica difícil estarmos todos conectados na mesma hora, o que nos exige maior tempo disponível esperando uma resposta por parte do grupo, e certas vezes o tempo se torna nosso inimigo, pois a data prevista para postagem do trabalho se aproxima.
 Esse semestre foi bem vivenciado isso pela turma, foram duas interdisciplinas que nos exigiram trabalhos desse tipo.

Sei que isso é uma tendência natural dos cursos à distância e uma habilidade que devemos começar a dominar, mas quando a internet resolve nos virar as costas, não tendo conexão, ou quando não estamos online no mesmo momento que o colega, a tecnologia vira nossa inimiga.

Nesses momentos sinto saudade daqueles trabalhos em grupo lá dos tempos de nossa infância, em que nos reuníamos na casa do colega que morava mais próximo de todos e numa tarde se fazia todas as combinações para o desenvolvimento do trabalho.

Mas a tecnologia está aí, e os cursos à distância, cada vez crescendo mais e nos proporcionando novos desafios e novas formas de estudar e aprender.

Teóricos como Dewey (1950), Freire (2009), Rogers (1973), Novack (1999), entre outros, enfatizam, há muito tempo, a importância de superar a educação bancária, tradicional e focar a aprendizagem no aluno, envolvendo-o, motivando-o e dialogando com ele.

O articulador das etapas individuais e grupais é a equipe docente (professor/tutor) com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos alunos individual e grupalmente.

Ao reescrever essa postagem do blog, pude perceber meu crescimento e mudança de pensamento em relação aos trabalhos em grupo. Ao longo do curso, compreendi que a tecnologia deve ser uma aliada nossa em todos os momentos do dia, seja na escola, na vida profissional e até mesmo para uma agenda diária, onde podemos contar com aplicativos que nos permitem gerenciar as horas do dia, distribuindo os afazeres domésticos, lazer, profissional e estudos.

Os métodos tradicionais, que privilegiam a transmissão de informações pelos professores, faziam sentido quando o acesso à informação era difícil. Com a internet e a divulgação aberta de muitos cursos e materiais, podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e com muitas pessoas diferentes. Isso é complexo, necessário e um pouco assustador, porque não temos modelos prévios bem sucedidos para aprender de forma flexível numa sociedade altamente conectada. (ALMEIDA & VALENTE, 2012).

Cabe a nós, nos capacitar e entrar cada vez mais nesse mundo virtual e tão necessário nos dias de hoje.