sábado, 8 de junho de 2019

O TCC

Final de curso e início de escrita do trabalho de conclusão do curso.
Sem dúvidas é o semestre mais prazeroso, mas também o de maior angústia e ansiedade.
Horas de pesquisa, leitura, envio de escrita para a orientadora, retorno com as considerações da orientadora, reenvio de escrita....até que é aprovado.
Sem dúvidas, uma grande satisfação receber essa resposta da orientadora do trabalho.
Parte-se então para uma nova etapa, a de montar a apresentação.
Embora seja uma apresentação de algo que eu escrevi, acredito ser natural a tensão nessa elaboração. Saber que através desse trabalho e dessa apresentação você está sendo avaliado, não é algo confortável. Gera uma sensação de ansiedade até chegar esse momento.
Mas vamos em frente!
É reta final e não devemos nunca desistir dos nossos sonhos. Superando os desafios que aparecem no caminho e aprendendo com isso.
Foi gratificante percorrer esse caminho de aprendizado, de fazer novas amizades, de conhecer novos profissionais educadores e principalmente de me tornar pedagoga.
Tudo valeu a pena, e nada foi vão!

sábado, 25 de maio de 2019

Aplicativos móveis na educação


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Nessa atividade do Seminário Integador IX, de escolher 10 postagens para reescrever, minha última postagem escolhida não poderia deixar de ser para falar sobre tecnologia.
Sempre fui meio desconectada do uso frequente da tecnologia e sua real aplicabilidade em nossos dias para o trabalho, lazer, agenda ou estudo.
Mas como que por ironia, minha orientadora de estágio sempre questionava como eu iria aplicar a tecnologia em minhas atividades com a turma de berçário 1 durante o estágio supervisionado.
No início cheguei a pensar que não teria como, mas reconhecendo ao longo do curso, que a tecnologia deve sim ser usada na educação para facilitar o aprendizado, comecei a inserir atividades com interação tecnológica para os bebês e os equipamentos eletrônicos passaram a ser meus aliados nesse processo de estimulação, que é tão importante no berçário.
Usei muitos brinquedos sonoros, com luzes piscantes que atraiam a atenção dos pequenos, que ao ouvir o som emitido pelo equipamento, tentavam imitar com balbucio o som correspondente. Também com o uso do celular, através de cantigas com animação, as crianças tentavam movimentar-se para imitar os gestos e sons que apareciam nas imagens, bem como, deslizavam o dedo sobre a tela do celular para passar para a imagem seguinte.
Observei que o uso da tecnologia com bebês deve ser de forma interativa. O adulto deve fazer  esse papel de interagir com a criança contando com o auxílio do equipamento tecnológico, tornando essa ferramenta sua aliada no processo de ensino/aprendizagem.
Entrando na reta final do curso, compreendo o quanto é importante o uso de recursos tecnológicos na educação, o quanto não se pode excluir essas ferramentas das aulas e como o professor deve cada vez mais conhecer novos recursos para ofertar aulas mais prazerosas e condizentes com o dia a dia do aluno. O aluno a cada dia conhece um novo aplicativo ou uma nova ferramenta tecnológica, e esta passa a fazer parte do seu cotidiano, não cabendo à escola banir esses recursos de seu ambiente, mas sim, agrega-los às suas práticas pedagógicas.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Aprendizagem Móvel


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A aprendizagem móvel é um modelo educacional, onde o aluno dispõe de aprendizado através dos aplicativos disponíveis em seu tablet, celular ou notebook, esteja o aluno onde estiver.
Este modelo de aprendizagem, também conhecido como m-learning vem crescendo e contribuindo para um novo conceito de aprendizagem individual, onde não há troca ou interatividade, mas sim um interesse de aprender do aluno, que busca através de seu tempo construir seu conhecimento.
No decorrer do curso, fui me interessando mais pelo uso da tecnologia por perceber que esse é um recurso do qual não podemos ficar sem usar, pois corremos o risco de ficarmos excluídos de uma sociedade que vive de interatividade, do uso de aplicativos, de ferramentas virtuais no dia a dia para o lazer, estudo e trabalho.
Através de disciplinas como: Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação, Educação à Distância e Ambientes de Aprendizagem, dos cursos de extensão para conhecer e usar as ferramentas PBWorks e Evernote, fui despertando para o quanto o uso da tecnologia facilita nossa vida na atualidade.
Hoje a tecnologia faz parte do cotidiano das pessoas e deixou de ser um recurso a mais, para se tornar um pré-requisito para o desempenho de nossas funções, seja para estudos, trabalho ou diversão, haja vista, o crescente uso por crianças de equipamentos tecnológicos. Basta largar um celular na mão de uma criança que rapidamente ela descobre facilidades no aparelho, que muitas vezes passa despercebido pelo adulto que ainda não domina o recurso.
A aprendizagem móvel vem contribuir para um ensino inovador e de qualidade, em que o aluno vai mediando seu aprendizado com o tempo e local disponível para adquirir seu conhecimento.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

EAD no Brasil


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Porque resolvi reescrever essa postagem?
Primeiramente, gostaria de expressar minha satisfação em cursar um curso de graduação na modalidade EAD e também de frequentemente realizar algum curso de extensão nessa modalidade.
Assim que iniciei o PEAD, tinha minhas dúvidas se iria conseguir acompanhar as atividades e ter a devida compreensão necessária para adquirir conhecimento na área, me tornando assim pedagoga.
No decorrer do curso, meu conceito sobre educação à distância foi se modificando e quando iniciei a interdisciplina Educação à distância e ambientes de aprendizagem, tive a certeza de que a modalidade de ensino à distância, é uma realidade presente em nossa sociedade e veio para facilitar a educação no Brasil, bem como, aumentar o índice de pessoas com acesso à educação universitária no país.
Hoje a educação à distância é uma realidade necessária e muito eficaz na vida movimentada que temos no cotidiano. A possibilidade de nos conectarmos com o conhecimento no local e horário em que desejarmos, através de uma aula virtual, chats ou leituras, reafirma o conceito de que o estudo não tem fronteiras, possibilitando assim que o acesso à universidade seja ampliado e mais pessoas possam  usufruir dessa modalidade de ensino.
Inúmeros são os benefícios da educação à distância, além do custo ser mais acessível que os cursos presenciais, não há custos com deslocamento até a universidade, há uma grande interação entre alunos e aluno com o professor, há disponível diversas plataformas virtuais de aprendizagem e o reconhecimento de um curso à distância tem o mesmo valor que o ensino presencial.
Por todas essas razões, é que resolvi reescrever sobre EAD. Porque acredito que o crescimento desta modalidade de ensino é uma tendência que só tem a aumentar e contribuir assim para elevar os índices de educação no país.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

A diferença está no seu olhar


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Trabalhar com a diversidade é fundamental desde a educação infantil e durante o ano todo. Numa cultura onde se discrimina qualquer tipo de preconceito, mas que infelizmente vemos diariamente esses rótulos acontecerem na sociedade em que vivemos, a criança começa a criar seus conceitos do que é certo ou errado, do que é aceito e o que não é aceito, a partir do meio em que ela está inserida.
No contexto familiar, os costumes são passados através das gerações e as crianças carregam consigo sua bagagem de conhecimento para a escola.
Ao longo do curso, tive a oportunidade de trabalhar sobre diversidade com diferentes turmas, desde o berçário até o pré. A criança gosta de brincar com criança e não rejeita a companhia de outra criança, independente de sua aparência, cor ou deficiência.
O que observei nessas turmas, é que em torno de 4 anos de idade, a criança passa a expressar falas que ouve em casa e muitas vezes carregadas de preconceito, demonstrando em atitudes esse comportamento. Algumas crianças não queriam dar a mão pra determinado colega ou não queriam sentar na mesma mesa que outra criança.
Numa oportunidade de reunião com os pais de uma turma, tive a oportunidade de abordar o tema diversidade que estávamos trabalhando na época. Solicitei aos pais o auxilio deles para que tivessem um diálogo com seus filhos em casa, e falassem sobre a importância do respeito às diferenças.
A solicitação foi aceita e houve uma significativa melhora no comportamento das crianças, mas essa ação deve fazer parte de um processo contínuo, sendo trabalhado com as crianças ao longo de todo o ano, e não de forma isolada como vemos ser abordado em algum projeto.
Segundo os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil “para que seja incorporada pelas crianças, a atitude de aceitação do outro em suas diferenças e particularidades precisa estar presente nos atos e atitudes dos adultos com quem convivem na instituição” (BRASIL, 1998, p.41).

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Formação para professores


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A formação continuada para professores é essencial para sua qualificação profissional, pois através da atualização na área da educação, o professor consegue trazer inovação para sua prática diária, adquire novos conhecimentos e torna suas aulas mais dinâmicas.
É o exercício de uma prática pedagógica de qualidade diretamente relacionado à formação de profissionais alicerçados em uma fundamentação teórica consistente, associada à continua articulação entre a teoria e a prática.
Cada professor tem um jeito de encarar a formação. Alguns entendem como um enriquecimento para seu currículo, outros consideram que não fará diferença em participar, principalmente se esse professor for concursado.
Observo uma certa acomodação por parte dos professores concursados  e uma resistência em querer se qualificar. Muitos acham que por já estarem “garantidos” no emprego, não necessitam mais fazer cursos e cumprem seus horários de trabalho numa zona de conforto.
A formação continuada é vista como um processo permanente e constante de aperfeiçoamento dos saberes necessários à atividade dos educadores.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada em dezembro de 2017, coloca a formação continuada dos professores como pauta obrigatória nas escolas, o que torna essa formação ainda mais importante para as instituições.
Atualmente existem cursos através de ferramentas digitais, que oferecem uma infinidade de cursos online, onde o professor pode atualizar-se na hora e local onde estiver, facilitando assim a busca por aperfeiçoamento.
Talvez o que desmotive um pouco o professor na busca por novos conhecimentos, seja a falta de incentivo por parte do governo em reconhecimento a sua profissão. Claro que qualificar-se não requer de um incentivo, mas de um desejo de cada profissional, porém, a valorização do professor ainda não acontece de fato, visto que muitos apresentam salários parcelados e lecionam em escolas sem a infra estrutura necessária para o bom desempenho de suas atividades.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ética do Professor


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Quando falamos em ética, logo pensamos em ser correto, íntegro.
Mas e na escola, o que é ser ético como professor?
Desde minha caminhada na educação durante o curso do Pead, tenho observado a postura dos professores na escola em que trabalho.
Ser ético é ser justo. O professor precisa ter uma postura que destaquem características como:
- saber ouvir
- saber expressar suas opiniões com os alunos, com o corpo docente e com responsáveis
- vestir-se  de acordo com o local de trabalho, usando roupas confortáveis, mas com descrição.
- ter bom relacionamento com toda a comunidade escolar
- não rotular os alunos com apelidos
- trabalhar em equipe
- respeitar a opinião dos colegas professores e alunos da escola
Ética é fundamental em todas as profissões, mas o professor tem o poder de inspirar comportamentos, sendo modelo de referência para seus alunos.
A ética do professor também implica que este profissional não expresse diretamente sua opinião a respeito de assuntos que não venham a acrescentar na matéria ou até mesmo que acrescentem, porém sejam polêmicos como é o caso de política e religião.
Lamentavelmente, o que vemos é que muitos profissionais ainda não sabem como exercer a ética profissional na escola, esbarrando em detalhes tão simples como a maneira de se vestir e o trabalho em equipe.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ser Professor


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Em setembro de 2017 fiz essa postagem sobre o que ser professor atualmente. Passado pouco mais de um ano, observo que não tivemos muita modificação em relação ao tratamento recebido pelos professores por parte dos governantes.
Embora tenha diminuído o número de jovens que cursam vestibular para cursos de Licenciatura ou optam por fazer no ensino médio o curso Normal, ainda vemos jovens com a vocação e o desejo de ensinar, de estar numa sala de aula.
Atualmente a educação sofre com a falta de professores e os alunos saem prejudicados por ficar sem aula em dias que não há profissionais para estar na sala de aula.
Infelizmente os dias vão passando e essas horas/aulas são recuperadas com trabalhos e não contemplam a aula dada como deveria, com explicação da matéria, com questionamentos por parte dos alunos, e devido a isso, a educação não atinge os índices satisfatórios do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Frente a isso, após a eleição, novos governantes tomaram posse e cresce o desejo na população de uma transformação, de uma modernização no que se refere à educação. Há sempre uma esperança  de que as coisas vão melhorar e que aos poucos  o ensino vai sendo qualificado e os profissionais dessa área sejam valorizados como de fato merecem, com incentivos para a formação qualificada, com salários compatíveis com a função que desempenham.
Que possamos recuperar o brilho no olhar do professor para que este sinta prazer em  desempenhar seu trabalho e sinta o desejo de se qualificar, tendo a certeza de que a sua valorização é uma questão de direito.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Nascemos preconceituosos?


Postagem 3

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Trabalhar com educação, nos faz conviver com diferentes culturas, hábitos e costumes tradicionais nas famílias que diferem de uma para a outra, mas todas trazem valores que são passados de gerações  para gerações.
Na escola, precisamos abordar temas como diversidade, cultura indígena, consciência negra, entre outros temas.
Durante o curso de pedagogia, sempre procurei relacionar meus aprendizados de aula à prática na escola, e certas situações são bastante desafiadoras quando abordamos principalmente as diferenças.
A criança não demonstra ter o preconceito, mas emite a fala que ouve em seu contexto familiar. Ao crescer com esse costume, pode tornar-se um adulto preconceituoso.
Em uma atividade que fizemos no Pead, tínhamos que realizar uma enquete onde as pessoas respondiam as seguintes perguntas:
- Você é preconceituoso?
- Você conhece alguém preconceituoso?
As respostas para a primeira pergunta obteve resposta negativa em 80%, já para a segunda pergunta, a resposta afirmativa foi que obteve 80%.

Nesse exercício, observamos que a grande maioria das pessoas não se vê como uma pessoa preconceituosa, mas quando análise não é de si própria, ela reconhece o preconceito em outras pessoas.
Para SARMENTO & PINTO “as circunstâncias e condições de vida das crianças, contemporaneamente, enquadráveis naquilo que tem sido uma das mais constantes facetas da infância: o caráter paradoxal como elas são consideradas pelas sociedades dos adultos.” (1997,p.11)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Avaliar na Educação Infantil


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O processo de avaliação na educação infantil não requer somente um parecer descritivo da criança. É preciso uma observação diária minuciosa de como a criança reage ao que é proposto pela professora. Observar como a criança se relaciona com colegas, suas interações com o grupo, suas participações a cada atividade, seus interesses, preferências, suas expressões diante do que é exposto.
Nessa trajetória do curso do Pead fui aprimorando minha forma de avaliar as crianças. Através do vídeo Caramba Carambola o Brincar tá na Escola, disponível em:
  https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs  da interdisciplina Infâncias de 0 a 10 anos, a coordenadora do projeto Brincar,  Maria Lúcia Medeiros, diz que é preciso ofertar materiais para as crianças para que essas possam criar, conhecer-se a si e ao outro, experimentar as possibilidades do seu corpo, para não limitar o  seu conhecimento.
Através do que é ofertado de materiais pela escola, a criança pode desenvolver suas habilidades  e através de observações feitas pelo professor  durante o período que a criança passa na escola, o professor obtém dados para ter informações precisas do que vamos colocar na avaliação da criança, levando em consideração sempre, que cada criança tem seu tempo de aprendizado, umas desenvolvendo algumas habilidades antes das outras.
A criança é um ser único, não devendo ser tecidas comparações com outras crianças, mas analisando uma a uma, considerando que cada criança tem seu tempo de aprender e que o tempo de cada criança é diferente uma da outra.



domingo, 7 de abril de 2019

Sobre a postagem do PA


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Esta postagem refere-se à aplicação de Projetos de Aprendizagem no maternal II.
Nunca havia trabalhado com projetos de aprendizagem até ter essa experiência com a turma de maternal.
De certa forma, tudo que é novo ou feito pela primeira vez, gera um pouco de ansiedade e dúvida se vai dar certo.
Ao conversar com a supervisora da escola, recebi o apoio necessário para desenvolver meu trabalho através do PA.
No município de Esteio, de acordo com a Base Municipal Comum Curricular (BMCC), que foi elaborada a partir de reuniões com professores e coordenação da Secretaria de Educação Municipal, “as crianças das turmas de Maternais são falantes, espontâneas, desbravadoras, egocêntricas, questionadoras, curiosas, surpreendentes e com um desejo imenso de viver plenamente a sua infância, devendo, esse, ser um direito garantido a todas as crianças.”
Seguindo esse documento, comecei o PA levantando questionamentos com as crianças sobre a amizade do grupo.
O que é ser amigo? Que atitudes nos faz serem amigos? E também perguntas contrárias, como: O que não posso fazer com meu amigo? O que não gostaria que fizessem comigo?
Diante das respostas passamos a ouvir histórias que falassem sobre amizade e outros valores importantes para a boa convivência entre os colegas da turma. Assim, desenvolvemos atividades referentes ao assunto e com a participação de todas as crianças.
Trabalhar com PA foi uma experiência diferente e também satisfatória  em relação ao amadurecimento da turma. Após o seu término, era possível observar em situações cotidianas, que as próprias crianças lembravam umas as outras o que pode e o que não pode fazer para se preservar a amizade.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Gestão Escolar Democrática



Postagem 10 – Quarto semestre - de 15/07/17



Nesse semestre estudamos muito como deve ser uma gestão escolar democrática.
Esse tipo de gestão escolar, deve envolver todos os segmentos da escola em qualquer tomada de decisão.

A gestão democrática é entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar, pais, professores, estudantes e funcionários na organização, na construção e na avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola, enfim, nos processos decisórios da escola.

A gestão democrática implica um processo de participação coletiva. Sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas de caráter deliberativo, bem como a implementação do processo de escolha de dirigentes escolares, além da participação de todos os segmentos da comunidade escolar na construção do Projeto Político-Pedagógico e na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola.

A participação nesses segmentos, não se apresenta de maneira padronizada. Constitui-se em atitudes e disposição de aprendizagem e de mudanças culturais a serem construídas no cotidiano escolar.

Entre as formas de participação que podem ser criados na escola, destacam-se:

Conselho escolar: Trata-se de uma instância colegiada que deve ser composta por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar e constitui-se num espaço de discussão de caráter consultivo e/ou deliberativo.

Conselho de classe: deve atuar em espaço de avaliação permanente, que tenha como objetivo avaliar o trabalho pedagógico e as atividades da escola.
 “Guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central em torno do qual desenvolve-se o processo de trabalho escolar.” (DALBEN, 1995.p.16).

Associação de pais e mestres: é uma valiosa forma de aproximação entre os pais e a instituição, contribuindo para que a educação ultrapasse os muros da escola e a democratização da gestão seja uma conquista possível.

Grêmio estudantil: é um mecanismo de participação dos estudantes nas discussões do cotidiano escolar e em seus processos decisórios.
Numa escola que tem como objetivo formar indivíduos participativos, críticos e criativos, a organização estudantil adquire importância fundamental, à medida que se constitui numa “instância onde se cultiva gradativamente o interesse do aluno, para além da sala de aula” (VEIGA, 1988, p.113).

Através da interdisciplina desse semestre, aprendemos também os diferentes tipos de gestão existentes e conseguimos avaliar nossas escolas quanto à gestão. O tipo de gestão que predomina, seu funcionamento, sua relação entre teoria e prática, bem como o que pode ser melhorado na gestão escolar.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Os trabalhos em grupo no PEAD


Postagem 9 – quarto semestre de 10/07/17


Porque resolvi escrever sobre os trabalhos em grupo??
Desde que me tornei estudante, lá no ensino fundamental, os trabalhos em grupo acompanham a vida do estudante.
Sem dúvidas, é uma forma de aprendizado onde há muita troca de conhecimentos, experiências e muito contribui para nosso desenvolvimento na trajetória escolar.

Sempre defendi muito as conversas que temos nesses trabalhos em grupos nas aulas presenciais, pois só nos enriquece conhecer a forma de trabalhar do colega e também é importante a contribuição que podemos transmitir para o nosso grupo através de nossa experiência.

Mas, especificamente no PEAD, sinto muita dificuldade quando o trabalho é à distância, ou seja, quando não podemos nos encontrar em nenhum momento para conversar sobre o desenvolvimento do trabalho.

Muitas vezes conseguimos conversar somente por mensagens de telefone, email, chat e em alguns momentos fica difícil estarmos todos conectados na mesma hora, o que nos exige maior tempo disponível esperando uma resposta por parte do grupo, e certas vezes o tempo se torna nosso inimigo, pois a data prevista para postagem do trabalho se aproxima.
 Esse semestre foi bem vivenciado isso pela turma, foram duas interdisciplinas que nos exigiram trabalhos desse tipo.

Sei que isso é uma tendência natural dos cursos à distância e uma habilidade que devemos começar a dominar, mas quando a internet resolve nos virar as costas, não tendo conexão, ou quando não estamos online no mesmo momento que o colega, a tecnologia vira nossa inimiga.

Nesses momentos sinto saudade daqueles trabalhos em grupo lá dos tempos de nossa infância, em que nos reuníamos na casa do colega que morava mais próximo de todos e numa tarde se fazia todas as combinações para o desenvolvimento do trabalho.

Mas a tecnologia está aí, e os cursos à distância, cada vez crescendo mais e nos proporcionando novos desafios e novas formas de estudar e aprender.

Teóricos como Dewey (1950), Freire (2009), Rogers (1973), Novack (1999), entre outros, enfatizam, há muito tempo, a importância de superar a educação bancária, tradicional e focar a aprendizagem no aluno, envolvendo-o, motivando-o e dialogando com ele.

O articulador das etapas individuais e grupais é a equipe docente (professor/tutor) com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos alunos individual e grupalmente.

Ao reescrever essa postagem do blog, pude perceber meu crescimento e mudança de pensamento em relação aos trabalhos em grupo. Ao longo do curso, compreendi que a tecnologia deve ser uma aliada nossa em todos os momentos do dia, seja na escola, na vida profissional e até mesmo para uma agenda diária, onde podemos contar com aplicativos que nos permitem gerenciar as horas do dia, distribuindo os afazeres domésticos, lazer, profissional e estudos.

Os métodos tradicionais, que privilegiam a transmissão de informações pelos professores, faziam sentido quando o acesso à informação era difícil. Com a internet e a divulgação aberta de muitos cursos e materiais, podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e com muitas pessoas diferentes. Isso é complexo, necessário e um pouco assustador, porque não temos modelos prévios bem sucedidos para aprender de forma flexível numa sociedade altamente conectada. (ALMEIDA & VALENTE, 2012).

Cabe a nós, nos capacitar e entrar cada vez mais nesse mundo virtual e tão necessário nos dias de hoje.

domingo, 25 de novembro de 2018

Feira de ideias


Postagem 8 – quarto semestre de  26/05/17

Na educação infantil, trabalhamos muito com sucatas como um material concreto.
Na escola em que trabalho, nossa Feira de Ideias acontece anualmente como uma mostra das atividades realizadas com as crianças.

Procuramos expor nessa feira, trabalhos feitos com sucatas (papelão, rolo papel higiênico, copos iogurte, tampinhas de garrafa, caixas, potes, entre outros).

Todo brinquedo confeccionado com material reciclável tende a despertar nas crianças novos interesses, além da criatividade, possibilidades de transformar objetos e também habilidade na confecção de brinquedos.

Cada atividade proposta, parte de uma investigação que a criança tem curiosidade. Podemos começar através da leitura de um livro, de um questionamento em sala e assim começamos a criar.

Através de uma história, além de criar personagens com sucata , também trabalhamos  diferentes atividades que  desenvolvem a motricidade fina, como rasgar papéis, colagem, pontilhar o caminho desenhado no papel, amassar bolinha de papel, aprender a usar a tesoura para recorte.
Assim são criados vários trabalhos que são verdadeiras obras de arte.

Piaget nos diz que a criança exploradora, constrói seu conhecimento, dando ênfase na relação do ambiente com o indivíduo, compreende a utilidade e funcionamento das estruturas do mundo.

Vygotsky aponta o brincar na primeira infância, um meio para o desenvolvimento psicológico e sociocultural da criança.

Wallon defende o brincar e o brinquedo juntos como uma forma de estruturação do eu da criança. Esse é um meio que possibilita a construção da personalidade.

Trabalhar e brincar com brinquedo reciclado, não é apenas lazer, estimulação da criatividade ou outros aspectos na criança. Trabalhar com sucata, é algo mais complexo, pois ao ter essa prática, exercemos uma ação direta no meio ambiente e no comportamento humano.

domingo, 18 de novembro de 2018

Projetos de Aprendizagem


Postagem 7 (terceiro semestre) de 23/12/16


Trabalhar com projetos de aprendizagem em sala de aula, amplia nossas possibilidades de construção de conhecimento de forma mais global, tendo como eixo a aprendizagem significativa. Parte da escolha de um tema de interesse do grupo para pesquisar.

Possibilita o diálogo com a realidade dos alunos, ampliando seus conhecimentos, com as diversas áreas de conhecimento e fomenta a perspectiva de trabalho coletivo entre professor e alunos. Os alunos constroem seu processo de aprendizagem a partir do momento em que sanam dificuldades e buscam aprofundamentos.

Trabalhar com projetos, possibilita responder a problemas colocados pelos alunos, questões de seus interesses.

O professor passa a ser um mediador do processo de construção do conhecimento, além de aprendiz. O aluno é o elemento central da construção do conhecimento, visto e respeitado como sujeito, trazendo suas experiências e sendo respeitado seu ritmo de aprendizagem.

Segundo Buck Institute for Education (2008), a pedagogia de projetos pode favorecer o trabalho do professor para conseguir um alto desempenho junto com seus alunos, como foco na aprendizagem de qualidade e possibilitando uma possível interferência junto à comunidade.

Para Martins (2007), o projeto deve estimular nos alunos a necessidade de busca de soluções para as questões propostas, considerando seus saberes prévios proporcionando assim um aprimoramento e o desenvolvimento das próprias competências como instrumentos de aprendizagem e compreensão da realidade.

Nossa última aula de Seminário Integrador IV, foi de apresentações dos projetos de aprendizagem realizada pelos grupos de alunos que foram formados na aula anterior.

Durante as apresentações, pude assistir a uma variedade enorme de temas curiosos. Projetos muito bem elaborados, outros sendo construídos e em andamento.

As certezas e dúvidas de nosso grupo foram sanadas? Não totalmente. Mas foi muito rico assistir a tudo isso e ver o quanto ainda temos para pesquisar.

Começamos com um norte, mas conforme íamos seguindo adiante, o rumo se modificava e outras dúvidas surgiam.

Achei um pouco difícil essa atividade, já que, cada uma do nosso grupo é de uma cidade e tem seus afazeres durante o dia, restando muitas vezes, somente nossos encontros presenciais e conversas pelo whatsap, parecendo em alguns momentos, que não iríamos conseguir alcançar o objetivo.

Mas estamos caminhando, com a certeza que estamos sempre em busca de novas respostas, novas pesquisas e algumas conclusões.
O certo é que nossos projetos continuam e seguem em frente.

sábado, 17 de novembro de 2018

Ciências


Postagem 6 (terceiro semestre) – de 23/12/16


Na interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, aprendi bastante sobre como fazer da aula de ciências uma aula prazerosa e atrativa para os alunos.

A criança, por si só, é bastante curiosa, e para que a criança goste da aula, é preciso trazer novidades e instigar a sua curiosidade, fazendo-a participar.

Na educação infantil segundo Craidy e Kaercher (2001), ao ensinar ciências, o professor deve propiciar ao seu aluno a interação com diferentes materiais, observação e registro de muitos fenômenos, além de explicações que façam a criança construir conhecimentos e valores.

Como trabalho com berçário, pensei em como seria fazer ciências com meus alunos.
Curiosos eles são, atenção também é uma característica da idade.

O contato da criança com o ensino de ciências é muito pertinente, uma vez que, crianças dessa faixa etária são naturalmente curiosas, investigativas e observadoras, demonstram bastante interesse em conhecer o mundo que a cerca, a partir dos estímulos recebidos através dos professores e seus métodos de trabalharem com esses interesses.

Por essa razão, certo dia coloquei em meu planejamento uma pintura com gelo colorido.
Misturando corante alimentício colorido na água, fiz gelo para meus alunos pintarem uma folha em branco.

Ao mesmo tempo que trabalhei sensações usando o gelo para pintar, também trabalhei artes.
A ideia é que pintassem a folha, mas deixei live para que se quisessem simplesmente brincar com o gelo, ficassem a vontade.

No início, algumas crianças ficaram só observando, não sabiam se colocavam na boca ou se espalhavam o gelo pela folha branca.

Conforme mexiam no gelo, o colorido ia se formando e também a sensação gelada na mão e na boca, faziam com que quisessem continuar na atividade diferente.


domingo, 11 de novembro de 2018

Cesto dos Tesouros


Postagem 5 (segundo semestre) de 05/06/16


O cesto dos tesouros é uma atividade pra fazermos com bebês que já conseguem sentar-se sem apoio, de 6 a 12 meses.
Tem como proposta, elaborada pela inglesa Elionor Goldschimied, propiciar aos bebês, diferentes objetos de modo a estimular os vários sentidos: tato, olfato, paladar, audição, visão, possibilitar aproximações com as diferentes propriedades dos materiais e possíveis interações entre os próprios bebês.

Dentro de um cesto, deve-se colocar objetos de diferentes materiais, tamanho, peso, consistência,  textura, paladar, cheiro, som e temperatura, a fim de que o bebê tenha a oportunidade de interessar-se por muitas coisas que estão a sua frente.

Assim, o bebê poderá aprender sozinho, e com os outros bebês, cabendo ao adulto proporcionar a ele segurança e confiança para manusear os objetos, interferindo o mínimo possível em sua ação sobre eles.

Exemplos de objetos para colocar no cesto dos tesouros: pena, panela, talheres de diferentes tamanhos, novelo de lã, palha de aço, lixa, frutas, legumes, escova de cabelo, escova de dentes, cubo de madeira, pelego, chaves, boneca de pano, rolha grande, pinha, borracha, algodão, pedra grande.
Não é recomendado  ser colocado objetos de plástico, por ser o material de que é feito a maioria dos brinquedos.  Enfim, tudo que for diferente e que a criança não está acostumada a manusear, é permitido.

A principal característica dos objetos do cesto é que nenhum deles é um “brinquedo comprado” (GOLDSCHIMIED; JACKSON, 2006, p. 115). São objetos geralmente de uso doméstico ou advindos da própria natureza.

Ao trabalhar com bebês, é fundamental criar um ambiente em que “aprendam observando, tocando, experimentando, narrando, perguntando e construindo ações e sentidos sobre a natureza e a sociedade, recriando, deste modo, a cultura” (BARBOSA, 2010, p.3).

O cesto dos tesouros ajuda a desenvolver a coordenação motora, a criatividade e as sensações táteis dos bebês. Deve ser colocado ao alcance das crianças e deixar que elas manuseiem de acordo com seu interesse.

Ao professor, cabe o papel de observar as descobertas feitas pelos bebês.


Uma aventura chamada Literatura!


Postagem 4 (segundo semestre) de 12/04/16


Ontem na aula de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, tivemos a oportunidade de nos encantar um pouco mais com a arte da literatura.

No mundo da leitura, viajamos para dentro de um mundo de imaginação só nosso. Lá descobrimos emoções e sentimentos que vivemos dentro de uma história.
Ler para as crianças tem uma dimensão que muitas vezes não conhecemos.

Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que tem em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.

Durante uma hora do conto, como é importante apropriar-se do conteúdo do livro para poder transmitir as emoções que o livro nos traz.
As diferentes formas de se contar uma história, o uso de adereços, fantoches, ou a encenação, contribuem para que a criança se interesse pela história.

O despertar para o interesse da literatura começa bem cedo. 
Deixar que seus alunos manuseiem os livros para ler ou ver as gravuras, um passeio por uma biblioteca, onde eles possam escolher o livro de seu interesse, gera curiosidade e também o gosto pela leitura.

O hábito da leitura para crianças, ajuda no desenvolvimento pessoal, intelectual, aprimora suas habilidades de comunicação.
Quando a criança se acostuma com a leitura, consegue sentir prazer ao conhecer novas histórias. Também é uma forma de enriquecer o vocabulário, construir uma lógica de pensamento e criatividade.

Nunca é cedo para contar histórias para as crianças, mesmo com bebês. Já em seus primeiros  sinais de comunicação, seja apenas balbuciando, já é possível contar histórias.
Enquanto lemos para as crianças, estamos desenvolvendo a imaginação nas suas cabecinhas e despertando suas emoções.


sábado, 10 de novembro de 2018

O desfralde


Postagem do primeiro semestre de 03/12/15



Trabalho com uma turma de crianças com 2 anos de idade e tenho observado que algumas crianças querem tirar suas fraldas, se sentem incomodadas com a fralda suja, falam que querem fazer xixi. 
Claro que muitas vezes o xixi já foi feito, mas é um alerta para que se comece o desfralde.

O desfralde é um dos primeiros passos rumo à autonomia da criança, e também é considerado como um momento de descobertas, quando a criança toma consciência de suas capacidades de controle e de seu corpo.

Cada criança tem seu tempo, portanto, não são os professores ou os pais quem decidem, mas sim a criança. Cabe a nós, apoiá-los, seja dizendo que devemos usar o banheiro ou incentivando o uso do penico.

Não existe uma idade determinada para que seja iniciado o desfralde, mas é comum que o processo comece por volta dos 24 meses. A identificação da hora certa para começar o desfralde ocorre a partir da observação dos sinais emitidos pela criança. Um dos primeiros sinais é a criança anunciar que vai fazer xixi ou cocô.

Uma das estratégias mais eficazes para o desfralde é a exploração do processo por meio de brincadeiras, tornando a ida ao banheiro um ato comum e prazeroso para a criança (dar tchau para o cocô, cantar musiquinhas, ler historinhas referente ao desfralde são algumas sugestões).

Quando acontecer acidentes, como estar sem fralda e fazer xixi, é importante que a criança participe e ajude a pegar sua roupa suja e entenda que deve ser trocada por outra.

Quando a criança participa desse processo, ela se torna parte da solução e vai trabalhando sua independência também.

Lembrar a criança de usar o banheiro e perguntar se ela quer usar o banheiro é muito importante. Também devemos ensinar a usar o papel higiênico e lavar as mãos. Assim, a criança vai aprendendo também outros hábitos de higiene.

Fatores que interferem no processo de alfabetização


Postagem do primeiro semestre de 26/11/15


Na interdisciplina de Fundamentos da Alfabetização, muitos fatores interferem no processo de alfabetização das crianças. São eles:

- Aspectos sociológicos – crianças de classe socioeconômica mais baixa são aquelas que tem mais dificuldade de se alfabetizar.

- Aspectos funcionais – a criança precisa saber para que serve a escrita para poder se interessar em aprender (como ler histórias, poesias, rimas).  Aqui,  a criança de classe socioeconômica mais baixa tem desvantagem sobre as outras crianças, pois seu ambiente familiar não tem essa vivência de ver pessoas lendo próximas de si para ir adquirindo esse interesse.

- Aspectos estruturais – compreender o som de cada letra e como esse som pode ser diferente em uma palavra e outra.

- Aspectos neuronais – ao receber as informações, a criança precisa filtrar o que realmente interessa e essas informações vão para a memória , formando uma rede neuronal potente que permita novas aprendizagens.

- Aspectos psicogenéticos – as crianças não distinguem desenho de escrita num primeiro momento. Depois a criança começa a considerar o tamanho do objeto para escolher a quantidade de letras.

- Prazer, atenção e motivação.

- Organização da classe - Destaco aqui esse fator, por achar de fundamental importância o papel do professor nessa condução de aprendizagem.
A criança vem de um espaço acolhedor onde conhece todos ao seu redor, o grupo familiar.
Esse novo ambiente que é a escola, vem cheio de novidades e descobertas, mas também com receio do novo. A formação de um novo grupo, num ambiente estranho que é a escola, e regido por uma figura desconhecida: o professor.
Junto a tudo isto, surgem as regras, a socialização, a comunicação entre as crianças, o conviver com comportamentos diferentes e ainda as atividades que devem ser seguidas como pintar, sublinhar, circular, entre outros.

Piaget (1974) não aponta respostas sobre o que e como ensinar, mas permite compreender como a criança e os adolescentes aprendem, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

Por essa razão, penso que a organização da classe, é um dos fatores mais importantes na adaptação das crianças. Processo fundamental para que haja a alfabetização.